Idiossincrásico.
blog isento de pretensões.
terça-feira, 2 de agosto de 2011
My Broken Glass: Como a estrutura do idioma influencia a forma de p...
My Broken Glass: Como a estrutura do idioma influencia a forma de p...: "Rosana Hermann from TEDxPortoAlegre on Vimeo ."
domingo, 10 de julho de 2011
Páginas de tecido, café derramado, rememórias, murmúrios e o silêncio!
Páginas de tecido revestidas, como abrigos que são, gotas de café derramado, rememórias de um fato qualquer, murmúrios descontínuos, sensações contidas ou ressentidas. A avenida tem um ar próprio e seu chão brilha um romantismo nostálgico. Aquele olhar teve significado, só bem sei. Mas quais reflexos do que você vê não terão repercussão em mim?
Pois o silêncio imperial traz a paz! Ah, o silêncio- altivo e magnânimo- traz em si muitas sabedorias que uma sociedade apressada não compreende. E temos pavor dele! Pavor de ouvir o que ele tem a dizer, pavor de realmente sentir algo novo, com todo o coração. E talvez, achar-se em casa.
terça-feira, 3 de maio de 2011
"Estou morrendo de saudades, Rio teu mar, praias sem fim, Rio você foi feito para mim"
Saudades das caras de todas as cores, dos passos apressados, da euforia compartilhada pela multidão ao atravessar a Avenida Presidente Vargas. De sambar até o sol raiar, dos doces amores. Do sabor tropical do açaí, da confusão, de suar com o calor de 40 graus, de cantar cantigas no bondinho, das ruas antigas,da brasilidade, do meu passado, da singular poesia dos contrastes! A miscigenação, o povão, a diversidade, as maravilhas, as maratonas do Odeon, a caipirinha na Casa da Matriz, as tardes na casa de amigas, ler João Cabral de Mello Neto no metrô vindo para casa, ouvir Betânia! Ah, a pátria sentida, minha cidade maravilhosa, aquela parte de mim que jamais deixarei de ser e que levarei para meu caminho!Ah, aquela espontaneidade, aquela democracia de ser só mais um sobrevivente no meio da galera. Os vendedores ambulantes, o constante estresse contrastando com a paz do mar, a vida cosmopolita e os opostos invadindo nossas veias.
Tenho saudades infindas de ouvir meu pai treinando o violão e, desde pequena, a escala de dó continua a ressoar no meu ouvido como uma eterna prece.
Rio de Janeiro é pura musicalidade, é pura vida! E as cores continuam a saltar aos meu olhos! Saudades das grandes lições do maestro soberano Tom Jobim, bossa nova me fez ser mais gente. Saudades de não conhecer sequer metade da minha cidade. Saudades de odiar aquele saxofonista desafinado no Largo da Carioca, saudades de descobrir cantos, das viagens a Araruama e de ler Morro dos Ventos Uivantes na rede da Ju e de justo na semana em que fui a sua casa de praia ter chovido sem parar- é muita sorte mesmo. Saudades do pavê da dona Maira, saudades da lasanha da avó da Gabi! Saudades dos amigos professores que fiz e de chorar pelas partidas deles, saudades da quinta,sexta e sétima série, das guerras de giz, de ficar gravando videos de música numa fita de VHS e de "tiny dancer" ter sido minha música durante todos os meus 12 anos. Saudades de tocar escondido o piano da Natália! Saudades, sim, de ter orgulho ao entrar na Escola de Música Villa-Lobos. Saudades de ir ao Theatro Municipal com minha amada mãe, de ouvir Irene ler Tabacaria para mim, saudades dos esplêndidos capuccinos com Lívia, de ver péssimos filmes, de fazer cheesecake e de dançar, dançar samba, jazz, pop, tudo! Saudades de não saber nada, saudades de todo o caminho que me fez chegar até aqui! Saudade das minhas primeiras noites com identidade falsa na companhia de Roberta! Saudades das risadas sem fim com as meninas do CEL, das mais maravilhosas conversas no banheiro! Das peças de teatro, de interpretar Fernão de Magalhães e de poder dizer:" Terra à vista!"
Ah, saudades de perceber como fui feliz apesar dos penares.Saudades de sair correndo de pés descalços pelo colégio quando tinha 7 anos e de levar bronca da freira, dessa época em que meu cabelo era mais brilhante; vontade de ser criança e de ficar sentada na capela. Os choros das professoras quando fui embora, os bons conselhos que ouvi, as bênçãos que recebi. Saudades de todo o carinho que recebi e dei, saudades de ser grande quando pequena. Saudades de pisar o pé na areia, de beber água de côco! E também água com gás minalba! Saudades da turma do Helvécio e de ouvir por inúmeras tardes bagaceirices de uma turma repleta de garotos. Saudades dos almoços do meu pai, de acordar com o álbum família jobim, de rodopiar com a propaganda da Varig tocando Rhapsody in Blue, saudades de cozinhar petit gateau também. Grandes saudades de desenhar. Saudades da Cultura Inglesa na Vila da Penha! Galerinha do bem! Saudades da Rádio Cidade!
Saudades de quando comprei meu primeiro allstar, saudades dos exemplos que tive e que já passaram por minha vida, saudades do quanto cada lugar tinha tanto significado e continua tendo,afinal, só que de uma maneira diferente. Saudades das descobertas, do gosto do novo, das possibilidades que pareciam tão vívidas ali na minha frente. Saudades de buscar minha mãe no trabalho com meu pai, saudades de abraçar a árvore do Tom, saudades do meu abençoado caminho das palmeiras, saudades, simplesmente.
Tenho saudades infindas de ouvir meu pai treinando o violão e, desde pequena, a escala de dó continua a ressoar no meu ouvido como uma eterna prece.
Rio de Janeiro é pura musicalidade, é pura vida! E as cores continuam a saltar aos meu olhos! Saudades das grandes lições do maestro soberano Tom Jobim, bossa nova me fez ser mais gente. Saudades de não conhecer sequer metade da minha cidade. Saudades de odiar aquele saxofonista desafinado no Largo da Carioca, saudades de descobrir cantos, das viagens a Araruama e de ler Morro dos Ventos Uivantes na rede da Ju e de justo na semana em que fui a sua casa de praia ter chovido sem parar- é muita sorte mesmo. Saudades do pavê da dona Maira, saudades da lasanha da avó da Gabi! Saudades dos amigos professores que fiz e de chorar pelas partidas deles, saudades da quinta,sexta e sétima série, das guerras de giz, de ficar gravando videos de música numa fita de VHS e de "tiny dancer" ter sido minha música durante todos os meus 12 anos. Saudades de tocar escondido o piano da Natália! Saudades, sim, de ter orgulho ao entrar na Escola de Música Villa-Lobos. Saudades de ir ao Theatro Municipal com minha amada mãe, de ouvir Irene ler Tabacaria para mim, saudades dos esplêndidos capuccinos com Lívia, de ver péssimos filmes, de fazer cheesecake e de dançar, dançar samba, jazz, pop, tudo! Saudades de não saber nada, saudades de todo o caminho que me fez chegar até aqui! Saudade das minhas primeiras noites com identidade falsa na companhia de Roberta! Saudades das risadas sem fim com as meninas do CEL, das mais maravilhosas conversas no banheiro! Das peças de teatro, de interpretar Fernão de Magalhães e de poder dizer:" Terra à vista!"
Ah, saudades de perceber como fui feliz apesar dos penares.Saudades de sair correndo de pés descalços pelo colégio quando tinha 7 anos e de levar bronca da freira, dessa época em que meu cabelo era mais brilhante; vontade de ser criança e de ficar sentada na capela. Os choros das professoras quando fui embora, os bons conselhos que ouvi, as bênçãos que recebi. Saudades de todo o carinho que recebi e dei, saudades de ser grande quando pequena. Saudades de pisar o pé na areia, de beber água de côco! E também água com gás minalba! Saudades da turma do Helvécio e de ouvir por inúmeras tardes bagaceirices de uma turma repleta de garotos. Saudades dos almoços do meu pai, de acordar com o álbum família jobim, de rodopiar com a propaganda da Varig tocando Rhapsody in Blue, saudades de cozinhar petit gateau também. Grandes saudades de desenhar. Saudades da Cultura Inglesa na Vila da Penha! Galerinha do bem! Saudades da Rádio Cidade!
Saudades de quando comprei meu primeiro allstar, saudades dos exemplos que tive e que já passaram por minha vida, saudades do quanto cada lugar tinha tanto significado e continua tendo,afinal, só que de uma maneira diferente. Saudades das descobertas, do gosto do novo, das possibilidades que pareciam tão vívidas ali na minha frente. Saudades de buscar minha mãe no trabalho com meu pai, saudades de abraçar a árvore do Tom, saudades do meu abençoado caminho das palmeiras, saudades, simplesmente.
terça-feira, 12 de abril de 2011
Janelas de catedrais vindas dos Céus
Janelas de catedrais vindas dos Céus, coloridas e lindas iluminam os seus olhos tímidos envolvidos em construirmos nosso castelo. As cadeiras onde observamos o movimento são de madeira simples. Existe um rio logo perto- calmo e saudoso. E na cama, uma colcha de retalhos feita de memórias distantes, não findas e não compreendidas nos abraça. O cheirinho de bergamota no ar traz a alegria de estar na minha não-oficial terra. E aconchegar-me nos seus braços sempre tão dispostos, sempre carinhosos é o reencontro com o meu desenho das árvores sobrepondo-se ao laranja do pôr-do-sol, o reencontro com a capela da minha infância, o reencontro com meus sonhos, o reencontro comigo mesma! E com você!
Não tem amor melhor que esse, meu amor.
O coral de jovens canta hinos sublimes e todos caminham de mãos dadas rumo ao que está à Frente.
As pessoas falam sobre uma nova Era, de Amor e de União. Vejo-a em você, coração.
Vejo a gente em você, vejo o tempo em você, amor.
terça-feira, 22 de fevereiro de 2011
O chão pisado é de um azul royal
Colorido de açaí e de frutas vermelhas, seu castelo de pedras, ajoelha-se para o violão recostado. Preenchimento de espaços, segura a minha mão para atravessar a rua. Pintam-se as cartolinas do colégio, o chão pisado é de um azul Royal. Tantas cores que tem nessas suas mãos e elas passam pelas minhas pequenas rugas do rosto deixando-as encantadas. Continue a encantar, é ar!
É luz!
Árvores Grandes Sobrepondo-se ao Laranja do Céu no Papel Amarelo
Eu tenho certeza que era alguém melhor quando pequena. Quando desenhava árvores no pôr-do-sol. Quando era devota. Quando sorria sem compromisso. Eu era grande quando pequena isso já é comprovado. Perdoava fácil. As dores escoavam. Eu pulava e mergulhava com maestria. Tinham plumas me conduzindo às cores do vento.
Tenho saudades dessa época em que meu cabelo era mais brilhante. Tenho saudades de quando um elogio bastava. De acordar cedo para fazer um bolo de chocolate para o café da manhã. De me doar. A capela do meu antigo colégio. A simplicidade bonita.
Quero voltar ao dia em que meu pai brigou comigo e desenhar mais uma vez aquelas árvores grandes sobrepondo-se ao laranja do céu no papel amarelo.
E dar para ele com todo o meu amor.
Tenho saudades dessa época em que meu cabelo era mais brilhante. Tenho saudades de quando um elogio bastava. De acordar cedo para fazer um bolo de chocolate para o café da manhã. De me doar. A capela do meu antigo colégio. A simplicidade bonita.
Quero voltar ao dia em que meu pai brigou comigo e desenhar mais uma vez aquelas árvores grandes sobrepondo-se ao laranja do céu no papel amarelo.
E dar para ele com todo o meu amor.
quarta-feira, 26 de janeiro de 2011
Anedota ou Get Happy ou Como as pessoas se autoboicotam
( Quando enxerge o outro. Momento I)
Esses cílios retos e tão pretos compõem a moldura para irradiar as amêndoas brilhantes que existem nos seus olhos. E sua barba traz a nostalgia de ser mulher de alguma existência pregressa... Pois sua voz tem uma doçura e guarda uns espaços de tempo que me constrangem. O papel que envolve essa florzinha entende o que sinto, ele se rende quando o abrem. E assim o faço: rendo-me a felicidade.
( Quando passa a desejar o outro. Momento II)
Quero ficar morena, da cor da sua pele dourada, quero meus dentes brancos, claros que nem seu sorriso. Quero seus lábios colados nos meus, feitos para assim estar. Quero continuar a história que eu já criei, pois sei que assim será. Quero continuar nesse leve estar, de ficar olhando suas fotos e serena com o que está porvir.
( Quando está vivendo o romance e o coração vacila. Momento III)
Olhando o horizonte, eu sentia seu coração bater acelerado me dizendo coisas que o silêncio não revelava. E eu não entendia nada desse romantismo simples e sincero.
E como agora se comporá o final?
( ) Para os românticos:
É que esse seu olhar de café preenche de cheiros meu olhar de água escura [de mar do Sul] condutor da possível vida ainda por existir- condutor do amor e da amizade- condutor da alegria dourada!-Espero por você, sim. Estarei de braços abertos quando estiver pronto para caminhar comigo na luz do sol. Sorrirei e você entenderá que está tudo bem e agora basta um beijo calmo para curar.
-Foi só o medo de ficar sozinho novamente. Foi só o tesão falando-....
Ee a princesa não deu chance para ele, não deu chance ao tempo de surgir um outro sentimento, matou-o cedo com sua busca por perfeição. A inflexibilidade de alguém sem vivência, a ingenuidade de almejar o perfeito! Passos solitários e amargurados deixam os pés da princesa pesados. Passos solitários e amargurados: não têm ninguém lhes esperando na esquina da rua. E surge a pergunta terrivelmente cruel: "E se? " Cena escurece com uma música bem melancólica ao fundo.
Mas isso magoa a gente que tá só querendo viver um dia após o outro. A perfeição é um horizonte que se distancie quanto mais nos aproximamos dele. Princesa, Vive, Vive e muda esse final de história triste! Não há porque ser assim, beije o mundo, seja feliz! A felicidade invade o meio do peito e formiga até a ponta dos dedos explodindo em clareza de pensamento, em clareza de sentir e de ser grato. Um campo selvagem também é bonito e merece ser amado.....
Mas isso magoa a gente que tá só querendo viver um dia após o outro. A perfeição é um horizonte que se distancie quanto mais nos aproximamos dele. Princesa, Vive, Vive e muda esse final de história triste! Não há porque ser assim, beije o mundo, seja feliz! A felicidade invade o meio do peito e formiga até a ponta dos dedos explodindo em clareza de pensamento, em clareza de sentir e de ser grato. Um campo selvagem também é bonito e merece ser amado.....
O que você escolhe ? Porque, na verdade, só existe um final lhe esperando: o feliz. Mas como você acha que ele acontece?
"Feliz é a inocente vestal!
Esquecendo o mundo e sendo por ele esquecida.
Brilho eterno de uma mente sem lembranças
Toda prece é ouvida, toda graça se alcança"
Esquecendo o mundo e sendo por ele esquecida.
Brilho eterno de uma mente sem lembranças
Toda prece é ouvida, toda graça se alcança"
Não seja um tolo .
Não seja esquecível.
Faça sua vida acontecer.
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