sábado, 18 de setembro de 2010

É o que eu venho dizendo



Chegou o momento de regeneração. Chegou o momento de tornar o coração flexível para acalmar a mente. Chegou a hora de partir para poder chegar em algum lugar. Chegou a hora de fazer bruscos golpes de pincel, chegou a hora de fazer a nova música, de começar novo compasso, chegou a hora de pegar a bicicleta, chegou a hora de bater o portão, chegou a hora de perdoar, perdoar, meu amor, chegou a hora de descobrir! Chegou a hora de tocar o céu, sentir o chão, chegou a hora de se enxergar. Chegou a hora de simplesmente fazer do de conta o real assim. De tantas manifestações contidas de amor, não houve fruto bendito, e todo o quase é o que mais dói, picuinhas e vinganças pequenas remoem até o fundo da minha morada.

Pois, sobre tudo aquilo que sonhamos.


Sobre tudo aquilo que sonhamos. Sobre eu, você e o resto de nós. Sobre plenitude e existência, sobre as convergências, as partidas e as chegadas, sobre conforto e paz, sobre você, só você e o sorriso feito no meu rosto. Sobre tudo aquilo que ainda está por vir e tanto comentam, sobre guardar um delicioso segredo ou uma valiosa descoberta consigo, sobre ser em si mesmo pleno. Sobre velhos cheiros, sobre sentir o vento no rosto lhe trazer novas possibilidades, sobre sentir a felicidade pulsar e entender a existência de ser nos mais ordinários momentos de seu dia.

Balões de salão



Por favor, não parem a música. Por favor, não acabem nada. Por favor, lembrem que tenho medo do novo e não apaguem a última luz do salão. Peço que não pisem no meu coração. E me perdoem pelo jeitinho estúpido e instável do meu ser. Dêem-me minha expiação, indiquem onde achar a poção da paz para eu bebê-la com voracidade e que venha a redenção. Quantos outros caminhos terei que conhecer, quantas dores terei que sentir ainda? A solidão tem sido tão mais atraente.......... A solidão contém tudo em si sem nada ser dito, sem nada ter sido.