segunda-feira, 6 de dezembro de 2010


but i`m not the only one.


"Eu quis ter os pés no chão, tanto eu abri mão que hoje eu entendi : sonho não se dá,é botão de flor.O sabor de fel é de cortar."

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

VERMELHO/ DEVANEIOS


Estou aqui para divulgar o video que minha amiga estudante de design da PUCRJ realizou inspirado num texto que escrevi chamado "devaneios". Que posso dizer? Ela tornou os trechos melancolicamente inspirados em algo envolvente! Os efeitos que ela fez, o VERMELHO, tudo ficou demais, ainda mais com a excelente edição sonora  do amigo Leonardo. Gente, obrigada. Obrigada mesmo por todo o carinho.  

(infelizmente, só consegui adicionar o video assim!)
Aqui o texto:

Eu sou em mim mesma todas as possibilidades de ser errante não concretizadas. Todas as virtudes e todos os vícios, toda o rancor, toda a culpa fruto do peso dos ascendentes, todo o mistério profundo do inconsciente com o consciente e aquele papo por demais de interessante, sou muita dor que nem sei de onde vem. Talvez, é da memória residual da vida constante, do passado prestes a ser desvelado, da sabedoria cosmo-universo, do entendimento espírito. Estou tentando chegar até a mais alta poeira estelar. Estou tentando me perdoar. Estou tentando esquecer. Coisas pequenas me afligem tanto, mas com as coisas grandes já me acostumei. O nojo sobrevém o adorar, pois aquilo que dizem sobre amor e ódio serem tão próximos é verdade, e o óleo e a água se misturam numa taça de vidro, fazendo confuso seu gosto; ah, não, o caminho dos ladrilhos amarelos virou um círculo e nada tem mais nada a ver.

Eu sou em mim mesma o que nem sei, eu sou em mim o poder de surpreender, da previsibilidade doída, de chorar tanto e tão pouco, de me consumir pelo menor erro, de ser impulsiva e orgulhosa, de amar o que dói, de não desistir nunca, de ser mais densa que o céu.

Construindo crenças sobre um castelo torto, é cansativo às vezes pensar no passado, é tão mais fácil negar tudo, é tão mais fácil sorver aquele veneno alheio que contamina e isso não é bom. Porém, não consigo seguir o caminho mais desidioso, não é concebível ser fácil.

Lençóis azuis como o mar, confetes de prata, desencontros, tantas batalhas mal-sucedidas e continua a doer. Continua a doer sobre tudo aquilo que sonhamos, pois disso sou só, sem você.

Devaneio total, gostar do que é ruim para si não lhe foi cabido nessa vida, amada. Não tome para si a batalha da sua mãe, não precisa escolher alguém tão parecido com seu pai, não precisa de nada disso. Deus lhe deu asas para ir muito mais longe, nossos caminhos são distintos e convergem para um mesmo fim; nesse séculos XXI grandes resoluções nos aguaram e, Flávia, você terá muito trabalho a fazer, ser-lhe-á cabido o exercício da compaixão e, para isso, terá que lavar esse pobre e tolo coração. Faça da sua inconstância um balanço com ritmo próprio, faça das dúvidas o poder de sempre observar as coisas sob todos os ângulos possíveis e, quando crer que descobriu uma verdade, certifique-se disso, pois pode não ser pros outros, pode não ser para todas as situações. Faça o melhor que puder, faça mesmo. Seja boa, mesmo que digam que é demais, pois nunca é demais o que falta nesse mundo. Flávia, descansa em paz. Flávia, você tem o mundo lhe esperando para ser conquistado, a beleza está aí, quantas bênçãos vêm em balões coloridos, em sons metálicos, em sons de sino, tão divinos numa manhã de domingo.

Você veio para ser grande e insiste em ser pequena por causa da culpa irracional, impossível de ser explicada, culpa que você carrega por milênios de horas de dor, milênios de horas caducando sobre coisas que já caducaram e por isso não devem ser mais caducadas, as coisas que mais nos marcam são as interrompidas e por isso os homens choram, os fatos que nos fazem o que somos são aqueles dos quais resolvemos esquecer ou que se esconderam num bueiro e sequer tornaram a acontecer; e nos moldamos, assim incompletos, insatisfeitos de sei lá o quê. De poeira estelar, provavelmente!
Vendemos essa metafísica para si e para o resto desimportante, tentando ser feliz com verdades de pluma que se desfazem ao vento e esperamos o reconhecimento disso. Forjamos a farsa de ser talento, de ser essa superfície rasa que se mostram nas calçadas, debaixo desses casacões de inverno, o guarda-chuva compõe o visual. Fato concreto, verdade, ilusão, onde estão? Estão num só mesmo objeto, estão numa só fruta, na semente do que ainda seremos, nenhum dos dois existe,mundo, cadê você ? Mundo, cadê eu? Roda, roda meu coração por desentender a vida. Roda em busca de algo que ainda está por se descobrir.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010


                                                                   Chet Baker.




                                                                   Radiohead.



                                                                     Philip Glass.



                                                                           Wilco.



                                                                       Beirut.


Tudo isso é até muito bonito, mas eu gostaria mesmo é de ser implacável. É, isso.

                                                                                            Ennio Morricone.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Atentando à sorte que se tem

“Venham amigos, não é tarde demais para procurar um novo mundo, pois eu existo para velejar além do pôr-do-sol...” (A.L.T)





Flutuar, dançar, pular e rodopiar, fazer a vida valer à pena, ser como um Deus: Deus do Amor, da Sabedoria e da Calma; ser a melodia em si, ser a Luz e ver Luz nos outros ... ser pleno em si e perceber que sem tudo de melhor que sorveu nessa vida não seria assim, se presentear com o recomeço de algo velho ou de algo totalmente novo; ser capaz de estar em constante movimento e ter a graça de poder mudar de opinião e de perspectiva sobre os fatos; e ter a paz abençoada pelos queridos, que podem não ser muitos, mas são os seus queridos e isso é o que vale. Em síntese: Sempre vale à pena perder uma aula para poder rir um pouco, para poder tentar tirar fotos (mesmo eu não tendo jeito para poses), para poder ouvir histórias de prestígio e as de perda também, agradeço de montão isso tudo recebo, agradeço todas as vezes que a vida dá uma folga e agradeço que essa folga esteja sendo com você, em breves mas cada vez mais constantes convivências: no aroma do café, na emoção dos poemas e das músicas.

sábado, 18 de setembro de 2010

É o que eu venho dizendo



Chegou o momento de regeneração. Chegou o momento de tornar o coração flexível para acalmar a mente. Chegou a hora de partir para poder chegar em algum lugar. Chegou a hora de fazer bruscos golpes de pincel, chegou a hora de fazer a nova música, de começar novo compasso, chegou a hora de pegar a bicicleta, chegou a hora de bater o portão, chegou a hora de perdoar, perdoar, meu amor, chegou a hora de descobrir! Chegou a hora de tocar o céu, sentir o chão, chegou a hora de se enxergar. Chegou a hora de simplesmente fazer do de conta o real assim. De tantas manifestações contidas de amor, não houve fruto bendito, e todo o quase é o que mais dói, picuinhas e vinganças pequenas remoem até o fundo da minha morada.

Pois, sobre tudo aquilo que sonhamos.


Sobre tudo aquilo que sonhamos. Sobre eu, você e o resto de nós. Sobre plenitude e existência, sobre as convergências, as partidas e as chegadas, sobre conforto e paz, sobre você, só você e o sorriso feito no meu rosto. Sobre tudo aquilo que ainda está por vir e tanto comentam, sobre guardar um delicioso segredo ou uma valiosa descoberta consigo, sobre ser em si mesmo pleno. Sobre velhos cheiros, sobre sentir o vento no rosto lhe trazer novas possibilidades, sobre sentir a felicidade pulsar e entender a existência de ser nos mais ordinários momentos de seu dia.

Balões de salão



Por favor, não parem a música. Por favor, não acabem nada. Por favor, lembrem que tenho medo do novo e não apaguem a última luz do salão. Peço que não pisem no meu coração. E me perdoem pelo jeitinho estúpido e instável do meu ser. Dêem-me minha expiação, indiquem onde achar a poção da paz para eu bebê-la com voracidade e que venha a redenção. Quantos outros caminhos terei que conhecer, quantas dores terei que sentir ainda? A solidão tem sido tão mais atraente.......... A solidão contém tudo em si sem nada ser dito, sem nada ter sido.

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

É interessante levitar assim


É interessante levitar assim em películas bonitas, suaves emoções, agradáveis expectativas. E escondo o que deixo para trás, pois não é algo aprazível de ser falado no momento, milady. O som do riacho, céu lilás, lençóis estendidos no varal, pisar na grama, eis os verdadeiros tesouros, minha dama! Todo o resto é resto, sem querer menosprezar sua refinada educação, sua eficaz visão racional do mundo, mas entendo que se a razão chega a ter alguma utilidade é tão somente a de ofuscar os mais profundos desejos latentes do coração. Portanto, enquanto fala sobre seus interesses, posicionamentos, não a conheço. Mas, quando, com a mão, puxa o cabelo pro outro lado do rosto, quando se enerva com minha silenciosa observação, quando reparo o quanto você olha suas unhas recém-feitas é que mais tenho contato com aquilo que você sequer algum dia conseguiu classificar: você mesma.



 
Respeitável mulher, pode continuar a falar sim, é bom encher esse mundo de sons. Não, não estou sendo irônica. Sim, ouvirei-a, sim, direi o que acho, porque do pouco que sei é que muitas vezes buscamos ajuda quando não conseguimos nos dar a solução que já sabemos, conhecemos. Precisamos que o outro fale, que o outro nos entenda. Se isso é fruto de baixa auto-estima ou é um subterfúgio para deslocar responsabilidade para um terceiro, não sei. Minha restrita abrangência do mundo me impede de explicar coisas que já vi acontecerem meia-dúzias de vezes. Mas não tenho pressa, não, querida, sinto-me feliz onde cá estou. Sim, aqui foi o único lugar onde sequer estive. Apenas em sonhos minha mente transita em espaços que não existem nessa realidade dimensional e preenchem minha fominha por fantasia. Ah, não está gostando para que caminho segue essa conversa? Ok,falemos do que vi ontem enquanto bebia meu café sentada no banco da varanda: Vi Sra. Hostian ruburescida descendo do carro do Dr. Peat e, antes que a julgue, lembre do difícil casamento que ela aguentou por 28 anos com Olavic.
CONTINUA.

Breve comentário ao devido remetente. Ele entenderá.



Mas se você quiser que eu leve a sério esses simples gestos, que eu leve a sério quando deita a cabeça no meu ombro, quando põe a mão na minha cintura e me lança aquele olhar onde me perco, eu levo, só avisar. E serei a melhor que puder, prometo.

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Debutante



Cansei de esperar uma grande inspiração para iniciar esse blog em grande estilo e qualidade. Quanto mais espero, mais longe pareço da doce e espontânea poesia. Provavelmente esse blog se destinará à experimentações literárias ou não, tanto importa, tanto me preocupo, apenas busco criar um cantinho bonito no universo, um cantinho de promessas e de expectativas que nos deixe com um leve sabor de ...me foge a palavra agora. Mas creio que me entenderam. hahaha, sejam bem-vindos, espero que eu não desperdiçe o tempo(deus) de vocês.

Rabisco de uma terça-feira durante um jantar solitário em frente ao pc:

Eu sei que o amor vai ser lindo e grandioso. Eu sei, babe, eu sei. Essa caixa de tecido branco com suaves bordados e uma longa fita azul a enlaçá-lo trazem a pura magia de uma grande promessa e de um singelo esperar, tanto ao mesmo tempo, a de uma poesia não antes escrita... Feche os olhos, pois borboletas trazem o romance desse inverno: selinhos, aconchego, dedilhados no violão, a paz do feliz estar. Eu sei que você está a chegar, e por mais que às vezes eu me distancie de mim mesma e isso talvez o confunda eu volto faceira para meu bem-querer. Não precisarei fazer grandes esforços, não precisarei abrir mão de nada porque você, meu amor, já será o grande presente que se acomodará a uma existência de viver a dois. E não se morrerá por ele, o amor; o afeto simplesmente preencherá o espaço entre nós dois e nossos dedos serão extensões de um e do outro numa perfeita harmonia, seremos música dos grandes mestres, seremos perfeição em imagem e sentidos!
Comprar maçãs ao seu lado num final de tarde tornará meu estresse bem mais ameno e trará a crença de sempre continuar.
Meu amor será como se viesse num cavalo branco e tivesse ombros largos, será como se dançasse na rua, será como se dissesse ok com toda a ternura. Tudo será belo e real, destinado e ao mesmo tempo não. Nosso amor não se abalará, porque ele faz parte de nós e nós não caímos.