quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Atentando à sorte que se tem

“Venham amigos, não é tarde demais para procurar um novo mundo, pois eu existo para velejar além do pôr-do-sol...” (A.L.T)





Flutuar, dançar, pular e rodopiar, fazer a vida valer à pena, ser como um Deus: Deus do Amor, da Sabedoria e da Calma; ser a melodia em si, ser a Luz e ver Luz nos outros ... ser pleno em si e perceber que sem tudo de melhor que sorveu nessa vida não seria assim, se presentear com o recomeço de algo velho ou de algo totalmente novo; ser capaz de estar em constante movimento e ter a graça de poder mudar de opinião e de perspectiva sobre os fatos; e ter a paz abençoada pelos queridos, que podem não ser muitos, mas são os seus queridos e isso é o que vale. Em síntese: Sempre vale à pena perder uma aula para poder rir um pouco, para poder tentar tirar fotos (mesmo eu não tendo jeito para poses), para poder ouvir histórias de prestígio e as de perda também, agradeço de montão isso tudo recebo, agradeço todas as vezes que a vida dá uma folga e agradeço que essa folga esteja sendo com você, em breves mas cada vez mais constantes convivências: no aroma do café, na emoção dos poemas e das músicas.

sábado, 18 de setembro de 2010

É o que eu venho dizendo



Chegou o momento de regeneração. Chegou o momento de tornar o coração flexível para acalmar a mente. Chegou a hora de partir para poder chegar em algum lugar. Chegou a hora de fazer bruscos golpes de pincel, chegou a hora de fazer a nova música, de começar novo compasso, chegou a hora de pegar a bicicleta, chegou a hora de bater o portão, chegou a hora de perdoar, perdoar, meu amor, chegou a hora de descobrir! Chegou a hora de tocar o céu, sentir o chão, chegou a hora de se enxergar. Chegou a hora de simplesmente fazer do de conta o real assim. De tantas manifestações contidas de amor, não houve fruto bendito, e todo o quase é o que mais dói, picuinhas e vinganças pequenas remoem até o fundo da minha morada.

Pois, sobre tudo aquilo que sonhamos.


Sobre tudo aquilo que sonhamos. Sobre eu, você e o resto de nós. Sobre plenitude e existência, sobre as convergências, as partidas e as chegadas, sobre conforto e paz, sobre você, só você e o sorriso feito no meu rosto. Sobre tudo aquilo que ainda está por vir e tanto comentam, sobre guardar um delicioso segredo ou uma valiosa descoberta consigo, sobre ser em si mesmo pleno. Sobre velhos cheiros, sobre sentir o vento no rosto lhe trazer novas possibilidades, sobre sentir a felicidade pulsar e entender a existência de ser nos mais ordinários momentos de seu dia.

Balões de salão



Por favor, não parem a música. Por favor, não acabem nada. Por favor, lembrem que tenho medo do novo e não apaguem a última luz do salão. Peço que não pisem no meu coração. E me perdoem pelo jeitinho estúpido e instável do meu ser. Dêem-me minha expiação, indiquem onde achar a poção da paz para eu bebê-la com voracidade e que venha a redenção. Quantos outros caminhos terei que conhecer, quantas dores terei que sentir ainda? A solidão tem sido tão mais atraente.......... A solidão contém tudo em si sem nada ser dito, sem nada ter sido.

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

É interessante levitar assim


É interessante levitar assim em películas bonitas, suaves emoções, agradáveis expectativas. E escondo o que deixo para trás, pois não é algo aprazível de ser falado no momento, milady. O som do riacho, céu lilás, lençóis estendidos no varal, pisar na grama, eis os verdadeiros tesouros, minha dama! Todo o resto é resto, sem querer menosprezar sua refinada educação, sua eficaz visão racional do mundo, mas entendo que se a razão chega a ter alguma utilidade é tão somente a de ofuscar os mais profundos desejos latentes do coração. Portanto, enquanto fala sobre seus interesses, posicionamentos, não a conheço. Mas, quando, com a mão, puxa o cabelo pro outro lado do rosto, quando se enerva com minha silenciosa observação, quando reparo o quanto você olha suas unhas recém-feitas é que mais tenho contato com aquilo que você sequer algum dia conseguiu classificar: você mesma.



 
Respeitável mulher, pode continuar a falar sim, é bom encher esse mundo de sons. Não, não estou sendo irônica. Sim, ouvirei-a, sim, direi o que acho, porque do pouco que sei é que muitas vezes buscamos ajuda quando não conseguimos nos dar a solução que já sabemos, conhecemos. Precisamos que o outro fale, que o outro nos entenda. Se isso é fruto de baixa auto-estima ou é um subterfúgio para deslocar responsabilidade para um terceiro, não sei. Minha restrita abrangência do mundo me impede de explicar coisas que já vi acontecerem meia-dúzias de vezes. Mas não tenho pressa, não, querida, sinto-me feliz onde cá estou. Sim, aqui foi o único lugar onde sequer estive. Apenas em sonhos minha mente transita em espaços que não existem nessa realidade dimensional e preenchem minha fominha por fantasia. Ah, não está gostando para que caminho segue essa conversa? Ok,falemos do que vi ontem enquanto bebia meu café sentada no banco da varanda: Vi Sra. Hostian ruburescida descendo do carro do Dr. Peat e, antes que a julgue, lembre do difícil casamento que ela aguentou por 28 anos com Olavic.
CONTINUA.

Breve comentário ao devido remetente. Ele entenderá.



Mas se você quiser que eu leve a sério esses simples gestos, que eu leve a sério quando deita a cabeça no meu ombro, quando põe a mão na minha cintura e me lança aquele olhar onde me perco, eu levo, só avisar. E serei a melhor que puder, prometo.